19 de mai de 2014

(Resenha) Razão e Sensibilidade - Jane Austen

Título: Razão e Sensibilidade
Autor: Jane Austen
ISBN8572328742
Editora: MArtin Claret
Nº de Páginas: 458




Falar de clássicos é tão difícil quanto lê-los. Venho falar sobre um dos clássicos de Jane Austen, “Razão e Sensibilidade”, é o primeiro romance publicado pela escritora inglesa, do século XIX.
Eu amo os clássicos, pois a linguagem me é tão atraente e rica, que parece ser outro idioma de tão valioso que é.

Considerando a época, a narrativa se passa num mundo onde os valores são subjetivos, a vida gira em torno de casamentos que se leva em consideração, nitidamente, o interesse pelo dinheiro (sustento). A herança hereditária é o que move a família. Pouco, ou quase nunca, se vê relatos de vínculos trabalhistas, o indivíduo realmente conta com a economia que vem ano após ano em seu berço genealógico.
Dentro desta realidade, conhecemos a família Dashwood, que após falecimento do pai, Sr. Dashwood, seu filho John, fruto do seu primeiro casamento, ocupa a residência com sua esposa, o que acaba obrigando a Sra. Dashwood e suas filhas: Elinor, Marianne e Margaret a procurar abrigo com familiares distantes. 
Marianne e Elinor se destacam, são irmãs e confidentes e vivem, juntas, a realidade da paixão. A primeira se vê apaixonada por Willoughby, rapaz mais par à ela: igual nos gostos, opiniões e ideias. Enquanto a segunda, por Edward Ferrars, reservado, inteligente e sem ambições, é o par ideal.
As duas lidam com a perda, o amor, a aflição e a esperança. Embora sejam irmãs, são completamente diferentes. Elinor é a mais velha, racional, madura, sensata, justa, guarda pra si suas reprovações e preocupações, esconde seus sentimentos, e é a palavra forte da família. Marianne, por sua vez, é o sentimento, emoção, é transparente quanto aos seus sentimentos e opiniões, defende como advogada seus pensamentos e ideias e é muito exigente.



Os personagens secundários são: Coronel Brandon, um velho amigo da família, não tão secundário assim, mas isso se desenvolve no decorrer da história. Margareth, irmã mais nova de Elinor e Marianne, ela quase não aparece na narrativa e sua existência é sem importância para o romance. John Middleton, primo da Sra. Dashwood, de extrema importância para a família, pois é quem consegue um chalé para abriga-las.
A personagem que mais gostei foi a Marianne, ela é ousada e, apesar de ser a sensibilidade do título é contra todos princípios da sociedade e vai contra tudo e todos quando seus sentimentos estão à prova, porém no fim, talvez pela decepção amorosa e conflitos que vive, ela muda completamente, é a personagem que mais sofre e traz consigo as consequências destes sofrimentos. Admiro muito a Elinor, ela tem uma personalidade desejada por todos, acredito eu, é totalmente equilibrada e consegue controlar todas as suas emoções e desejos.

Eu recomendo, principalmente, aos apaixonados por esse época e suas características: Palavras de educação exagerada, romance à flor da pele, vestidos caprichosos, vida no campo, época napoleônica, etc.





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